13 de novembro de 2014

O segredo das plantas carnívoras

Não sei vocês mas eu acho essas plantas muito exóticas e interessantes, dignas de cenários de filmes de ficção cientifica! Agora tentem imaginar seculos atrás, o momento em que uma pessoa se deparou pela primeira vez com uma planta que apresentava comportamento predatório, imagino eu que tenha sido um espanto, pois quebra o paradigma das plantas, de, "simplesmente" serem vegetais!



Pesquisando pelos periódicos científicos achei um artigo de 1926 que tece na introdução uma breve história das plantas carnívoras e, retrata a curiosidade de um pesquisador do século XVII pela espécie Dionaea muscipula, o mesmo até enviou alguns exemplares para o famoso Linneu, confira abaixo.


É assim que o conhecimento cientifico começa, pelo interesse de pesquisar o novo de algum, mesmo que este interesse seja ignorado por outro e, algum dia esta inquietação até então ignorada, contagia mais outro, e outro e, outro. 

Hoje em dia já se sabe muito sobre as plantas carnívoras, superficialmente posso dizer que as plantas carnívoras fazem fotossíntese como "todas" as outras plantas (todas não, praticamente todas, pois na biologia nada é 100%). Mas a grande sacada das plantas carnívoras não é a fotossíntese, pois isso elas fazem. A sacada é  o solo onde crescem, que é pobre em nutrientes, por isso, a evolução as fizeram criar estratégias que as fizessem extrair os nutrientes minerais que elas tanto precisam e que não encontram no solo onde crescem, de outras fontes, neste caso, dos minerais que compõem os corpos dos seres que elas capturam, tal como o nitrogênio, fosforo, potássio, dentre outros minerais e compostos químicos.



Estas minhas plantinhas carnívoras são espécies do gênero Drosera. As dróseras possuem essas folhas com pelinhos ou melhor dizendo, tricomas modificados que secretam uma mucilagem pegajosa que fixa o inseto assim que ele encosta nestas estruturas. Quanto mais o inseto se debate, mais ele empapa-se  na mucilagem e, mais ele desencadeia respostas sensitivas nesta planta, que então começa a enrolar suas folhas envolta da presa e que neste momento também começa a secretar enzimas digestivas.

A seguir um trechinho deste mesmo artigo anteriormente citado, retratando uma tragedia grega entre um desafortunado isentinho e sua predadora. Uma comovente realidade da vida no planeta terra.


Bom, deixando as tragedias gregas da natureza um pouquinho de lado, quero contar que comecei a cultivar este emaranhado de plantas carnívoras por sementes. Sementinhas miudinhas feito pó, que pensei que nem iriam germinar, mas qual a minha surpresa depois de varias semanas no musgo encharcado, um lodinho verme diferente começou a surgir, sim foram as droserinhas emergindo para a vida, e que hoje já estão a precisar de um vasinho maior!



E assim foi-se o dia, admirando as minhas carnívoras e contemplando esta bela chuvinha de primavera que começou a cair logo no final do dia. Que mais uma vez criou uma gostosa atmosfera junto ao bruxulear da vela na minha lanterna.

E para quem quiser ler na integra o artigo que citei nesta postagem, pode baixa-lo por este link aqui (pra baixar é só clicar no link do lado esquerdo da figurinha escrita PDF). Uma noite ou um dia repleto de coisas boas para você. Um abraço meu daqui, das terras capixabas!



Um comentário:

  1. Muito interessante e bem explicado e trazido. Vou guardar teu link pra mostrar ao meu netinho que adora ver essas plantas! abração, lindo fds! chica

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